sábado, 5 de dezembro de 2015

O que aprendi com a traição? Por Francisca Girlene



Na minha vida aprendi a rir dos chifres que levei. 
Aprendi muitas coisas com eles. 
Vejam bem, 
eles permitiram que eu crescesse, 
vivesse novas experiências, 
outros romances.

Nunca teria flertado o gato da padaria
 se eu não tivesse levado 
um belo par de chifres. 
Nunca daria uns beijos naquele médico lindo
 se eu não tivesse levado um chifre. 
Nem teria conhecido o melhor guia turístico do Brasil
 e viajado o país inteiro com ele. 
Não mesmo!

Os chifres me permitiram 
escrever poemas lindos,
 apreciar sabores incríveis, 
a viver histórias 
e tantas emoções novas.

Não adianta chorar, lamentar, 
correr atrás, implorar pra voltar, 
provar por A mais B o quanto é gente boa! 
Nunca vai funcionar! 
Quem trai uma vez, trai sempre. 
Nada será como antes!
Então, na dúvida, sigo em frente, 
sem medo de ser feliz. 

Gente nova sempre nos ensina algo novo, 
nos traz coisas boas:
sorriso novo, cheiro novo, abraço novo... 
aprendi a lidar com a perda e rir da vida!


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Começo de uma grande Amizade - Gilbergson Meireles Mascarenhas.


Obaaaaaaaa, ganhei um amigo. Olha só a lindeza de poema que ele escreveu para mim.  Obrigada Gilbergson Meireles Mascarenhas.


Começo de uma grande Amizade

Me recebeste com teus sorrisos 
e me revigoraste com o teu semblante,
os olhos a brilhar numa esperança
è o começo de uma grande Amizade
gerada com alegria e emoção.

Dar -se a vê a felicidade estampada
sobre um rosto encarecidamente 
envergonhado, mas um 
coração feliz e renovado.

Não te descreverei como demais,
pois tudo que é demais sobra e 
então você é de menos, pois estais sempre a 
aprender e compreender tanto
a você como seu próximo.

Obrigado por compreender as minhas palavras, 
somos movidos não somente 
por palavras, mas por ações e gestos.

- O que teme, senhora? - perguntou ele. 
- Uma gaiola. Ficar atrás de grades, até que o hábito e a velhice as aceitem e todas as oportunidades de realizar grandes feitos estejam além de qualquer lembrança ou desejo."

(Éowyn - O Senhor dos Anéis)










     


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O pássaro símbolo do Brasil é o Sabiá - Por Francisca Girlene



O pássaro símbolo do Brasil é o Sabiá Laranjeira. O Sabiá é considerado Símbolo da Fauna brasileira e Ave Nacional do Brasil pelo Decreto de 03 de outubro de 2002, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


O Sabiá pode ser encontrado em todo território brasileiro. No século XIX, o poeta caxiense Antonio Gonçalves Dias imortalizou o pássaro nos versos do poema "Canção do Exílio":

"Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam com lá"



Da literatura a música popular brasileira o Sabiá recebeu homenagens de nomes como Chico Buarque de Holanda, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Patativa do Assaré, Carlos Drummond de Andrade, João Paulo Paes, Luis Gonzaga, Casimiro de Abreu e Roberta Miranda. 

"Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o Sabiá
A Majestade, o Sabiá"
(Roberta Miranda)

“Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o Sabiá!”.
(Casimiro de Abreu)

“lá?
ah!
sabiá…
papá…
maná…
sofá…
sinhá…
cá?
bah!”
(João Paulo Paes)

“Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)”
(Luis Gonzaga)

" Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá”
(Chico Buarque e Tom Jobim)

“Sabiá bebeu, bebeu
Sabiá bebeu licor...
Sabiá toca viola
Sabiá, canção de amor!”
(Cantigas Populares)

“Sabia que o sabiá
sabia assobiar?”
(trava-línguas)



Infelizmente, muitas pessoas gostam tanto do Sabiá, que querem tê-los perto de si. Acabam capturando e prendendo o passarinho em minúsculas gaiolas. 







Aprisionar o símbolo vivo do Brasil é uma prática considerada Crime Ambiental. O Sabiá é sinônimo de liberdade e poesia.  Precisamos soltá-los das gaiolas. Fazer campanhas de conscientização. Pois o lugar de passarinho é nas matas, voando alto com outros de sua espécie, e assim, seu canto belo e majestoso continuará sendo fonte de inspiração para poetas de todo país. 

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Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos 



DECRETO DE 3 DE OUTUBRO DE 2002.


Dispõe sobre o "Dia da Ave" e dá outras providências. 


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1o O "Dia da Ave", instituído pelo Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968, será comemorado no dia 5 de outubro de cada ano.

Art. 2o O centro de interesse para as festividades do "Dia da Ave" será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.

Art. 3o As comemorações do "Dia da Ave" terão cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade.

Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5o Revoga-se o Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968.

Brasília, 3 de outubro de 2002; 181o da Independência e 114o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
José Carlos Carvalho
Euclides Scalco

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 4.10.2002


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/2002/Dnn9675.htm



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Um texto sobre amizade - Por Francisca Girlene



Há duas semanas briguei com meu melhor amigo. Brigamos feio, falamos coisas horríveis, magoamos um ao outro, a gente não se fala desde então, Eu sofro porque o conheci ainda criança na segunda série.

Ele me viu magrela, de cabelos presos; eu o vi todo fofinho e alinhado. Éramos inseparáveis e fazíamos as tarefas juntos. Todos os dias, ele dividia o lanche comigo. Era doce, generoso, inteligente e tinha o cheirinho e abraço mais gostoso do mundo. Lembro-me bem da forma como me protegia e cuidava de mim. 

Já brigamos outras vezes, de vez em quando sumimos ou somos separados pela vida, mas ele sempre volta com aquele olhar aconchegante e aquele sorriso que me desmonta toda. Meu coração fica calmo. 

Dizem, os sábios: " A amizade verdadeira não é ser inseparável. É estar separado, e nada mudar." Amigos discordam, amigos perdoam, amigos falam a verdade ali na "lata", doa a quem doer. Amigos também brigam, sentem ciúmes, se metem na vida um do outro, se preocupam. 

Amigos são assim: torcem pelas conquistas e felicidade do outro, defende-o do perigo, protegem, incentivam, cuidam. Às vezes são divertidos ou chatos pra caramba, mas sinceros. Amigos são leais, prestativos, companheiros. Amigos ouvem 100 vezes a mesma história sem se incomodar. Amigos que são amigos nunca abandonam o outro. Amigos verdadeiros são para sempre.

Onde quer que você esteja meu amigo, eu sempre irei amá-lo.  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não apenas por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
                                                                                                                                          
Amyr Klink













segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Um texto sobre perdas - Por Francisca Girlene




A vida às vezes apronta cada uma com a gente. Ninguém gosta de perder, mas passei por momentos difíceis nos últimos dias. Perdi muita coisa em pouco tempo. 

Perdi um membro da família. Perdi o choro. Perdi o sono. Perdi a valsa. Perdi a graça. Perdi viagem. Perdi a oportunidade de dizer que amo. 

Perdi dinheiro, muito dinheiro. Perdi o bom humor. Perdi o apetite. Perdi o tempo. Perdi a paz. Perdi o rumo. Perdi o jogo. 

Perdi meu melhor amigo. Perdi um amor. Perdi a confiança. Perdi a inocência. Perdi a piada pronta. Perdi a calma. Perdi o riso. Perdi a memória e até a moral da história. 

Perdi e perdi muito. Peço a Deus que eu nunca perca a minha fé, a força para me reerguer, a coragem de lutar e de recomeçar. Que eu nunca endureça meu coração e perca a minha simplicidade, a minha humildade, a honestidade, a vontade de fazer o bem. A capacidade de amar. 

Agradeço a Deus pelas perdas da vida. Muitas vezes é preciso perder para ganhar, perder para valorizar perder para ir atrás de uma vida nova, de um novo amor, de amigos mais leais e verdadeiros, de um novo trabalho, enfim, de um novo sonho.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ruínas da amizade - Augusto Branco




Quando você encontra alguém especial
 e se apaixona por essa pessoa, 
você começa a construir um relacionamento
 com os cuidados de quem constrói uma maravilha. 

Seus materiais básicos são constituídos 
de muito amor, companheirismo e dedicação. 
Até que um dia algo terrível acontece, 
jogando por terra toda sua construção. 
É desalentador e faz mesmo pensar
que todo seu trabalho fora em vão. 

Mas isso é ledo engano: se construístes tudo realmente
 com beleza e pureza de sentimento, 
restará ainda uma magnífica amizade. 

Assim como as mais majestosas construções da humanidade
 deixaram suntuosas ruínas das quais cuidamos e admiramos, 
a amizade fruto de um amor de verdade,
 deve e merece ser preservada.