sábado, 18 de outubro de 2014

MARANHENSES ILUSTRES - PARTE II

POETAS E ESCRITORES MARANHENSES IMORTAIS DA
ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS - ABL

ADELINO FONTOURA - Adelino Fontoura Chaves (Axixá/MA, 30 de março de 1859 — Lisboa, 2 de maio de 1884). Ator, jornalista e poeta do romantismo brasileiro. Ao fundar-se a Academia Brasileira de Letras em 1897, seu amigo Luís Murat escolheu-o como patrono da cadeira nº 1 por ele criada. O poeta colaborou numa publicação chamada “Os Xênios”, de teor satírico; colaborou, também, nos periódicos “Folha Nova”, “O Combate”, “A Gazetinha” e “A Gazeta da Tarde”. É o único caso de um patrono, na Academia Brasileira de Letras, sem livro publicado em vida. Sua produção literária durante anos ficou espalhada por revistas e periódicos onde trabalhou, sendo reunidas na Revista da Academia (números 93 e 117) e depois reunidas em 1943 e em 1955, por Múcio Leão. 

COELHO NETO – Henrique Maximiano Coelho Neto (Caxias/MA, 21 de fevereiro de 1864 — Rio de Janeiro, 28 de novembro de 1934). Professor, político, romancista, contista, crítico, teatrólogo, memorialista e poeta, considerado o Príncipe dos Prosadores Brasileiros, autor do epíteto "Cidade Maravilhosa" em homenagem à Cidade do Rio de Janeiro e deu o titulo de "Cidade Verde", a Teresina capital do Piauí. Integrou o Parnasianismo, movimento essencialmente poético que reagiu contra os abusos sentimentais dos românticos. Além de assinar trabalhos com seu próprio nome, escrevia sob inúmeros pseudônimos, entre outros: Anselmo Ribas, Caliban, Ariel, Amador Santelmo, Blanco Canabarro, Charles Rouget, Democ, N. Puck, Tartarin, Fur-Fur, Manés. Usou em sua obra um vocabulário cheio de artifícios retóricos. Escreveu mais de 100 livros e aproximadamente 650 contos. Foi membro e fundador da cadeira n° 2 da Academia Brasileira de Letras, e também  presidente da ABL (1926). Principais obras: Rapsódias, contos (1891); A Capital Federal, romance (1893); Fruto proibido, contos (1895); Inverno em flor, romance (1897), A descoberta da Índia, narrativa histórica (1898); A tormenta, romance (1901); Turbilhão, romance (1906).

ALUÍSIO AZEVEDO - Aluísio Tancredo Belo Gonçalves de Azevedo (São Luís/MA, 14 de abril de 1857 — Buenos Aires, 21 de janeiro de 1913). Romancista, teatrólogo, contista, cronista, diplomata, caricaturista e jornalista brasileiro, além de bom desenhista e discreto pintor. Em 1881 publica “O Mulato", romance que iniciou o Movimento Naturalista no Brasil. Ao lado do irmão, dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, escreveu varias peças teatrais e fundou a Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº 04. Sua principais obras: Uma Lágrima de Mulher, romance, 1879; O Mulato, romance, 1881; A Flor de Lis, teatro, 1882; 1882; Casa de Pensão, romance, 1884; O Cortiço, romance, 1890; A República, teatro, 1890; Um Caso de Adultério, teatro, 1891; Demônios, contos, 1893; O Livro de uma Sogra, romance, 1895; Pegadas, contos, 1897.

RAIMUNDO CORREA – Raimundo da Mota de Azevedo Correia (nasceu em 13 de maio de 1859, a bordo do navio brasileiro São Luís, ancorado na baía de Mogúncia/MA, e faleceu em Paris, França, em 13 de setembro de 1911). Professor, diplomata, juiz e poeta. Foi um dos fundadores e ocupou a cadeira 5 da Academia Brasileira de Letras. Seu livro de estreia, "Primeiros Sonhos" (1879) insere-o ainda no Romantismo. Com o livro Sinfonias (1883), assume o parnasianismo e passa a integrar a "Tríade Parnasiana" ao lado de Alberto de Oliveira e Olavo Bilac. Ele se diferencia um pouco dos demais parnasianos porque sua poesia é marcada por um forte pessimismo, chegando até a ser sombria. Porém, sua obra é marcada pelo apurado requinte formal do poeta. Na obra Sinfonias, encontra um dos mais conhecidos sonetos da língua portuguesa, “As pombas”. Este poema valeu a Raimundo Correia o epíteto de “o Poeta das Pombas”. Principais obras: Primeiros Sonhos (1879); Sinfonias (1883); Versos e Versões (1887); Aleluias (1891); Poesias (1898).

GONÇALVES DIAS – Antonio Gonçalves Dias, poeta, professor, crítico de história, etnólogo. Nasceu no Sitio Boa Vista, na mata do Jatobá, municipio de Caxias/MA, em 10 de agosto de 1823, e faleceu no dia 3 de novembro de 1864, em um naufrágio do navio francês Ville de Boulogne perto do Farol de Itacolomi, na costa do Maranhão. É considerado o maior poeta indianista brasileiro da geração romântica. Adepto do Romantismo, adotou o tema do índio para dar feição nacionalista à sua literatura . Na segunda parte do Hino Nacional, os trechos que estão entre aspas foram extraídos do poema Canção do Exílio: "Nossos bosques têm mais vida", “Nossa vida" no teu seio "mais amores". É lembrado como um dos melhores poetas líricos da literatura brasileira. É o patrono da cadeira nº 15 da Academia Brasileira de Letras.

ODYLO COSTA - Odylo Costa Filho (São Luís/MA, 14 de dezembro de 1914 — Rio de Janeiro, 19 de agosto de 1979). Jornalista, cronista, novelista e poeta brasileiro. Foi membro da Academia Brasileira de Letras cadeira nº 15. Principais obras: Graça Aranha e outros ensaios (1934); Livro de poemas de 1935, poesia, em colaboração com Henrique Carstens (1936); Distrito da confusão, crônicas (1945); A faca e o rio, novela (1965); Tempo de Lisboa e outros poemas, poesia (1966); Maranhão: São Luís e Alcântara (1971); Cantiga incompleta, poesia (1971); Os bichos do céu, poesia (1972); Notícias de amor, poesia (1974); Fagundes Varela, nosso desgraçado irmão, ensaio (1975); Boca da noite, poesia (1979); Um solo amor, antologia poética (1979) Meus meninos e outros meninos, artigos (1981).

JOÃO LISBOA - João Francisco Lisboa, cognominado o “Timon Maranhense” (Pirapemas/ MA, em 22 de março de 1812 – Lisboa/Portugal, 26 de abril de 1863). Jornalista, historiador, orador, político e o principal crítico dos costumes de sua época. É o patrono da cadeira n. 18 da Academia Brasileira de Letras. Obras publicadas: Jornal de Timon, reunidos em dois volumes; Vida do Padre Antônio Vieira (obra inacabada, publicação póstuma); Crônica maranhense, 1969; Crônica Política do Império (Jornal de Timon), 1984.

HUMBERTO DE CAMPOS - Humberto de Campos Veras (Miritiba, hoje Humberto de Campos/MA, 25 de outubro de 1886 — Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1934). De origem humilde, foi jornalista, crítico, contista, memorialista. Foi o terceiro ocupante da cadeira 20 da Academia Brasileira de Letras. O autor usou vários pseudônimos: Conselheiro XX, Almirante Justino Ribas, Luís Phoca, João Caetano, Giovani Morelli, Batu-Allah, Micromegas e Hélios. Publicou varias obras entre elas: Poeira, poesia (1910); Da seara de Booz, crônicas (1918); Vale de Josaphat, contos (1918); A serpente de bronze, contos (1921); Carvalhos e roseiras, crítica (1923); Antologia da Academia Brasileira de Letras (1928); Poesias completas (1933); Fatos e feitos, (1949); Diário secreto(1954).

JOAQUIM SERRA - Joaquim Maria Serra Sobrinho (São Luís/MA, 20 de julho de 1838 — Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1888) foi um jornalista, professor de gramática, político e teatrólogo brasileiro. É o patrono da cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras e nº 12 da Academia Maranhense de Letras. Adotou vários pseudônimos: Amigo Ausente, Ignotus, Max Sedlitz, Pietro de Castellamare, Tragaldabas. Foi ele o criador da moderna imprensa política, figura resplandecente na história da Abolição. Principais Obras: Julieta e Cecília, contos (1863); Mosaico, poesia traduzida (1865); O salto de Leucade (1866); (1866); Versos (trad.), de Pietro de Castellamare (1868); Um Coração de mulher, poema-romance (1867); Quadros, poesias (1873); Sessenta anos de jornalismo, a imprensa no Maranhão, 1820-80 (1883).

ARTHUR AZEVEDO – Arthur Nabantino Gonçalves de Azevedo (São Luis/MA, 7 de julho de 1855 – Rio de Janeiro, 22 de outubro de 1908). Filho de David Gonçalves de Azevedo, vice-cônsul de Portugal em São Luís, e Emília Amália Pinto de Magalhães. Pseudônimos: Elói o herói, Gavroche, Petrônio, Cosimo, Juvenal, Dorante, Frivolino, Batista, e outros. Foi um poeta lírico, sentimental, representante do Parnasianismo brasileiro. Figurou, ao lado do irmão Aluísio de Azevedo, no grupo fundador da Academia Brasileira de Letras, onde ocupou a cadeira nº 29. Principais Obras: Carapuças, poesia (1871); Sonetos (1876); Contos possíveis (1889); Contos em verso (1898); Rimas, poesia (1909); Contos cariocas (1928); Vida alheia (1929). Teatro: Amor por anexins (1872); A filha de Maria Angu (1876); Uma véspera de reis (1876); Jóia (1879); Almanjarra (1888); A Capital Federal (1897); O dote (1907); O oráculo (1956); Teatro (1983).

JOSUÉ MONTELLO – Josué de Sousa Montello (São Luís/MA, 21 de agosto de 1917 — Rio de Janeiro, 15 de março de 2006), jornalista, professor, romancista, cronista, ensaísta, historiador, orador, teatrólogo e memorialista. Entre suas obras destacam-se: Os tambores de São Luís, de 1965, a trilogia composta pelas novelas Duas vezes perdida, de 1966, e Glorinha, de 1977, e pelo romance Perto da meia-noite, de 1985. Pertenceu a cadeira n. 29 da Academia Brasileira de Letras.

VIRIATO CORREIA - Manuel Viriato Correia Baima do Lago Filho (Pirapemas/MA, 23 de janeiro de 1884 - Rio de Janeiro, RJ, em 10 de abril de 1967). Jornalista, contista, romancista, teatrólogo, autor de crônicas históricas e o primeiro autor brasileiro de livros infantis. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, sendo o terceiro ocupante da cadeira 32. Escreveu o romance Cazuza, livro que abriu as portas da literatura infantil aos fatos da vida real, utilizando figuras e uma linguagem ágil, adequada à compreensão infantil. Principais Obras: Entres suas principais Obras: Contos do sertão (1912); Balaiada (1927); Varinha de condão (1928); Arca de Noé (1930); No reino da bicharada (1931); Cazuza (1938); A descoberta do Brasil (1930); As belas histórias da história do Brasil (1948); Sertaneja (1915); Juriti (1919); O grande amor de Gonçalves Dias (1959).

TEÓFILO DIAS – Teófilo Odorico Dias de Mesquita (Caxias/MA, 8 de novembro de 1854 — São Paulo, 29 de março de 1889). Advogado, jornalista e poeta brasileiro, sobrinho de Gonçalves Dias. É o e patrono da cadeira nº 36 da Academia Brasileira de Letras. Principais Obras: Flores e Amores, Caxias, 1874; Cantos Tropicais, São Paulo, 1878; Fanfarras, São Paulo, 1882; Lira dos Verdes Anos, São Paulo, 1878; A comédia dos deuses, São Paulo, 1888.

FERREIRA GULLAR - José Ribamar Ferreira (São Luís/MA, 10 de setembro de 1930). Poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo. Foi agraciado com vários prêmios importantes: Molière, Saci pela obra “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”, que é considerada uma obra prima do teatro moderno brasileiro. Em 2002, foi indicado por nove professores dos Estados Unidos, do Brasil e de Portugal para o Prêmio Nobel de Literatura. Em 2007, seu livro “Resmungos” ganhou o Prêmio Jabuti de melhor livro de ficção do ano. Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009. Foi agraciado com o Prêmio Camões em 2010. Em 20 de outubro de 2011, ganhou o Prêmio Jabuti com o livro de poesia “Em Alguma Parte Alguma”, que foi considerado "O Livro do Ano" de ficção. Em 09 de outubro de 2014, foi eleito como membro da Academia Brasileira de Letras, cadeira 37. Principais obras: "A luta corporal" (1954), "Dentro da noite veloz" (1975), "Poema sujo" (1976) e "Na vertigem do dia" (1980).

GRAÇA ARRANHA - José Pereira da Graça Aranha (São Luís/MA, 21 de junho de 1868 — Rio de Janeiro, 26 de janeiro de 1931). Foi escritor e diplomata brasileiro, e um imortal da Academia Brasileira de Letras ocupante da cadeira 38. Considerado um autor pré-modernista no Brasil, foi um dos organizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, defendendo uma arte e poesia novas. Obras publicadas: Canaã, 1902; Malazarte, 1911; Estética da vida, 1921; Correspondência de Machado de Assis e Joaquim Nabuco, 1923; O espírito moderno, 1924; Manifesto de Marinetti e seus companheiros, 1926; A viagem maravilhosa, 1929; O meu próprio romance, 1931; Obra completa, org. Afrânio Coutinho, 1969.

JOSÉ SARNEY - José Sarney de Araújo Costa "O poeta defensor da liberdade" (Pinheiro/MA, 24 de abril de 1930). É poeta, escritor, político e ex-presidente do Brasil. Fora batizado com o nome de José de Ribamar Ferreira de Araújo Costa, mas era costume naquela época associar o nome do pai ao nome do filho e as pessoas só se referiam a ele como Zé “do Sarney”, ou seja, José filho do Sarney. Quando o poeta tinha 18 anos mudou oficialmente o nome para José Sarney. Começou a escrever bem jovem e fez parte de um movimento literário difundido através da revista “A Ilha” que lançou o pós-modernismo no Maranhão. Foi eleito para a Academia Maranhense de Letras aos 22 anos. Hoje é membro da Academia Brasileira de Letras, onde ocupa a cadeira 38. Incluem-se entre as principais obras do autor: Marimbondos de fogo (poesia), 1978; Dez contos escolhidos, 1985; O Dono do Mar (romance), 1995; Saraminda (romance), 2000; Maranhão - sonhos e realidades (romance), 2010.


Fonte: ABL


Um comentário:

  1. O Maranhão é terra linda, abençoada por Deus, terra de grandes atores, catores, politicos, poetas. Terra de Gonçalves Dias, Coelho Neto, Teófilo Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Papete, Catulo da Paixão Cearense, Alcione, João do Vale, Coxinho, Dona Teté, Ferreira Gullar, Rita Ribeiro, Graça Aranha, Zeca Baleiro, Josué Montello, Maria Firmina dos Reis, Sousândrade,Maria Aragão, Ana Jansen, Odylo Costa, Adelino Fontoura, Vespasiano Ramos, Sotero dos Reis, Joaozinho Trinta, Bandeira Tribuzi, Salgado Maranhão... São tantos nomes, tantos gênios. Minha terra tem palmeiras, minha terra tem poetas, minha terra tem artistas, minha terra é linda.

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