terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Museu da Língua Portuguesa / Estação da Luz - São Paulo


No início do ano, visitei o importantíssimo Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo. Um dos lugares mais lindos que eu tive o privilégio de conhecer.

Pensem na riqueza daquele lugar! Que orgulho dos nossos poetas, da nossa história, da nossa língua portuguesa, da nossa cultura. Lembro que na Praça da Língua, enquanto ouvíamos Chico Buarque declamando a "Canção do Exílio", do poeta caxiense, Gonçalves Dias, as palavras e as imagens (poeta, sabiá, palmeiras, etc) eram projetadas no teto, nas paredes ou no chão. Sensação inexplicável!!! Chorar foi pouco diante da emoção.

Torço para que esse templo da nossa língua seja recuperado o mais breve possível. Assim como torço pela recuperação do nosso Centro de Cultura aqui em Caxias.














sábado, 19 de dezembro de 2015

Extensão II - Alcides Bussi (SC)






Pus a vida
em minhas mãos
e as mãos 
no fogo...

- A vida ferveu.


sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

O DIA EM QUE LIMPEI SEUS ÓCULOS - Por Francisca Girlene


Os óculos são instrumentos que ampliam a visão; o amor também. Outro dia, quando eu estava limpando seus óculos, constatei que estava segurando ali, em minhas mãos, uma parte tão importante sua que exigia de mim um cuidado e uma responsabilidade muito grande. Aquilo me deixou radiante com essa nova função. 

Quem usa óculos de grau, provavelmente, já sofreu ou sofre com algum desconforto por usá-los. Eu perdi as contas de quantas vezes reclamou da poeira, do vento e dos pingos de água que embaçavam as lentes e o impedia de fazer coisas simples como: ler, dirigir o carro, cozinhar, ir à praia ou até mesmo dar um simples beijo romântico lhe exige algumas habilidades extras. 

Lembro-me bem, quando falava do perrengue danado que sofria cada vez que tomava chuva, pois precisava decidir rapidamente entre tirar os óculos e não enxergar nada ou continuar com eles e enxergar menos ainda. E de quando, levantava no meio da noite para ir ao banheiro - sem bater nas coisas - e tinha que colocá-los em local estratégico ou fazer um esforço para encontrá-los.  

Quem me conhece sabe, que para mim, rapazes que usam óculos são os mais atraentes. Independente da armação, os óculos os deixam com carinha de intelectual, elegantes e bonzinhos. Mas   você meu amor, os óculos te deixam lindo. Um charme só!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Namorar - Por Francisca Girlene




Namorar é assumir compromisso de conhecer a outra pessoa intimamente e apaixonar-se dia após dia. É dormir de conchinha. É beijo roubado. É abraço apertado. É dança. É romance. 

Namorar é ficar com o coração disparado enquanto ele não chega ao portão. É planejar os últimos detalhes da próxima viagem e marcar no mapa os lugares onde já foram juntos. 


Namorar é contar cada minuto do dia à espera de um encontro. É pedir para que o outro desligue o telefone primeiro, torcendo para que ele não atenda o seu pedido. 

Namorar é dividir a vida, os momentos, os chocolates, a pipoca, o canudo, o pão do sanduíche, a banheira, o sofá, o copo de refrigerante, o sorvete, o cobertor, o travesseiro e a cama. 

Namorar é saber que ele tem um jeitinho único de falar. É saber o tamanho dos seus sonhos e a forma exata dos seus lábios quando sorriem. 

Namorar é compartilhar segredos, experiências, sonhos, desejos, aflições e problemas. Namorar é estar de mãos dadas nas horas difíceis. E unidos nas horas boas. Namorar é um exercício de convivência, amor, confiança e intimidade. É a construção de um futuro juntos.


domingo, 6 de dezembro de 2015

E daqui a 50 anos? - Por Francisca Girlene



Daqui a 50 anos, eu quero estar ao seu lado segurando a sua mão. Nesta época, já estaremos velhinhos, de rostos enrugados e cabelos brancos. Eu, provavelmente, magrela e você, barrigudinho; eu radiante e você, um tremendo teimoso e cabeça dura.

Sentados na cadeira de balaço, falaremos de nossas vidas, dos filhos que concebemos. Falaremos, ainda, das nossas aventuras e desventuras, dos encontros e desencontros, das descobertas e dos sonhos que desfrutamos. Choraremos e sorriremos muito! 

Nunca esqueça que, longe ou perto, você sempre será meu melhor amigo, aquele que eu amo verdadeiramente, aquele que me ensinou a crescer. Aquele que mesmo de longe não me deixou cair, nem desistir de nada e que me deu aulas de humanidade. 

É ao seu lado que quero estar, quando o sol deixar de brilhar e quando as cortinas do palco dessa vida se fecharem. Adiantaria alguma coisa, se te dissesse que ninguém no mundo pode amar tanto alguém como eu te amo?


sábado, 5 de dezembro de 2015

O que aprendi com a traição? Por Francisca Girlene



Na minha vida aprendi a rir dos chifres que levei. 
Aprendi muitas coisas com eles. 
Vejam bem, 
eles permitiram que eu crescesse, 
vivesse novas experiências, 
outros romances.

Nunca teria flertado o gato da padaria se eu não tivesse levado um belo par de chifres. 
Nunca daria uns beijos naquele médico lindo se eu não tivesse levado um chifre. 
Nem teria conhecido o melhor guia turístico do Brasil e viajado o país inteiro com ele. 
Não mesmo!

Os chifres me permitiram escrever poemas lindos,
 apreciar sabores incríveis, 
a viver histórias 
e tantas emoções novas.

Não adianta chorar, lamentar, correr atrás, implorar pra voltar, 
provar por A mais B o quanto é gente boa! 
Nunca vai funcionar! 
Quem trai uma vez, trai sempre. 
Nada será como antes!

Então, na dúvida, sigo em frente, sem medo de ser feliz. 
Gente nova sempre nos ensina algo novo, nos traz coisas boas. 
Sorriso novo, cheiro novo, abraço novo... 
aprendi a lidar com a perda e rir da vida!


quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Começo de uma grande Amizade - Gilbergson Meireles Mascarenhas.


Obaaaaaaaa, ganhei um amigo. Olha só a lindeza de poema que ele escreveu para mim.  Obrigada Gilbergson Meireles Mascarenhas.


Começo de uma grande Amizade

Me recebeste com teus sorrisos 
e me revigoraste com o teu semblante,
os olhos a brilhar numa esperança
è o começo de uma grande Amizade
gerada com alegria e emoção.

Dar -se a vê a felicidade estampada
sobre um rosto encarecidamente 
envergonhado, mas um 
coração feliz e renovado.

Não te descreverei como demais,
pois tudo que é demais sobra e 
então você é de menos, pois estais sempre a 
aprender e compreender tanto
a você como seu próximo.

Obrigado por compreender as minhas palavras, 
somos movidos não somente 
por palavras, mas por ações e gestos.

- O que teme, senhora? - perguntou ele. 
- Uma gaiola. Ficar atrás de grades, até que o hábito e a velhice as aceitem e todas as oportunidades de realizar grandes feitos estejam além de qualquer lembrança ou desejo."

(Éowyn - O Senhor dos Anéis)










     


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

O pássaro símbolo do Brasil é o Sabiá - Por Francisca Girlene



O pássaro símbolo do Brasil é o Sabiá Laranjeira. O Sabiá é considerado Símbolo da Fauna brasileira e Ave Nacional do Brasil pelo Decreto de 03 de outubro de 2002, do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.


O Sabiá pode ser encontrado em todo território brasileiro. No século XIX, o poeta caxiense Antonio Gonçalves Dias imortalizou o pássaro nos versos do poema "Canção do Exílio":

"Minha terra tem palmeiras
Onde canta o Sabiá
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam com lá"



Da literatura a música popular brasileira o Sabiá recebeu homenagens de nomes como Chico Buarque de Holanda, Tom Jobim, Luiz Gonzaga, Milton Nascimento, Patativa do Assaré, Carlos Drummond de Andrade, João Paulo Paes, Luis Gonzaga, Casimiro de Abreu e Roberta Miranda. 

"Ah!
Tô indo agora prum lugar todinho meu
Quero uma rede preguiçosa pra deitar
Em minha volta sinfonia de pardais
Cantando para a majestade, o Sabiá
A Majestade, o Sabiá"
(Roberta Miranda)

“Se eu tenho de morrer na flor dos anos
Meu Deus! não seja já;
Eu quero ouvir na laranjeira, à tarde,
Cantar o Sabiá!”.
(Casimiro de Abreu)

“lá?
ah!
sabiá…
papá…
maná…
sofá…
sinhá…
cá?
bah!”
(João Paulo Paes)

“Tu que anda pelo mundo (Sabiá)
Tu que tanto já voou (Sabiá)
Tu que fala aos passarinhos (Sabiá)
Alivia minha dor (Sabiá)”
(Luis Gonzaga)

" Vou voltar
Sei que ainda vou voltar
Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá”
(Chico Buarque e Tom Jobim)

“Sabiá bebeu, bebeu
Sabiá bebeu licor...
Sabiá toca viola
Sabiá, canção de amor!”
(Cantigas Populares)

“Sabia que o sabiá
sabia assobiar?”
(trava-línguas)



Infelizmente, muitas pessoas gostam tanto do Sabiá, que querem tê-los perto de si. Acabam capturando e prendendo o passarinho em minúsculas gaiolas. 







Aprisionar o símbolo vivo do Brasil é uma prática considerada Crime Ambiental. O Sabiá é sinônimo de liberdade e poesia.  Precisamos soltá-los das gaiolas. Fazer campanhas de conscientização. Pois o lugar de passarinho é nas matas, voando alto com outros de sua espécie, e assim, seu canto belo e majestoso continuará sendo fonte de inspiração para poetas de todo país. 

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Presidência da República

Casa Civil

Subchefia para Assuntos Jurídicos 



DECRETO DE 3 DE OUTUBRO DE 2002.


Dispõe sobre o "Dia da Ave" e dá outras providências. 


O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso II, da Constituição,

DECRETA:

Art. 1o O "Dia da Ave", instituído pelo Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968, será comemorado no dia 5 de outubro de cada ano.

Art. 2o O centro de interesse para as festividades do "Dia da Ave" será o Sabiá (Turdus Rufiventris), como símbolo representativo da fauna ornitológica brasileira e considerada popularmente Ave Nacional do Brasil.

Art. 3o As comemorações do "Dia da Ave" terão cunho eminentemente educativo e serão realizadas com a participação das escolas e da comunidade.

Art. 4o Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 5o Revoga-se o Decreto no 63.234, de 12 de setembro de 1968.

Brasília, 3 de outubro de 2002; 181o da Independência e 114o da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
Paulo Renato Souza
José Carlos Carvalho
Euclides Scalco

Este texto não substitui o publicado no D.O.U. de 4.10.2002


Fonte: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/dnn/2002/Dnn9675.htm



quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Um texto sobre amizade - Por Francisca Girlene



Há duas semanas briguei com meu melhor amigo. Brigamos feio, falamos coisas horríveis, magoamos um ao outro. A gente não se fala desde então, eu sofro porque o conheci ainda criança na segunda série.

Ele me viu magrela, de cabelos presos; eu o vi todo fofinho e alinhado. Éramos inseparáveis e fazíamos as tarefas juntos. Todos os dias, ele dividia o lanche comigo. Era doce, generoso, inteligente e tinha o cheirinho e abraço mais gostoso do mundo. Lembro-me bem da forma como me protegia e cuidava de mim. 

Já brigamos outras vezes. De vez em quando, sumimos ou somos separados pela vida. Mas ele sempre volta com aquele olhar aconchegante e aquele sorriso que me desmonta toda. Meu coração fica calmo. 

Dizem, os sábios: " A amizade verdadeira não é ser inseparável. É estar separado, e nada mudar." Amigos discordam, amigos perdoam, amigos falam a verdade ali na "lata", doa a quem doer. Amigos também brigam, sentem ciúmes, se metem na vida um do outro, se preocupam. 

Amigos são assim: torcem pelas conquistas e felicidade do outro, defende-o do perigo, protegem, incentivam, cuidam. Às vezes são divertidos ou chatos pra caramba, mas sinceros. Amigos são leais, prestativos, companheiros. Amigos ouvem 100 vezes a mesma história sem se incomodar. Amigos que são amigos nunca abandonam o outro. Amigos verdadeiros são para sempre.

Onde quer que você esteja meu amigo, eu sempre irei amá-lo.  

sexta-feira, 20 de novembro de 2015


“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não apenas por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”
                                                                                                                                          
Amyr Klink













segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Um texto sobre perdas - Por Francisca Girlene




A vida às vezes apronta cada uma com a gente. Ninguém gosta de perder, mas passei por momentos difíceis nos últimos dias. Perdi muita coisa em pouco tempo. 

Perdi um membro da família. Perdi o choro. Perdi o sono. Perdi a valsa. Perdi a graça. Perdi viagem. Perdi a oportunidade de dizer que amo. 

Perdi dinheiro, muito dinheiro. Perdi o bom humor. Perdi o apetite. Perdi o tempo. Perdi a paz. Perdi o rumo. Perdi o jogo. 

Perdi meu melhor amigo. Perdi um amor. Perdi a confiança. Perdi a inocência. Perdi a piada pronta. Perdi a calma. Perdi o riso. Perdi a memória e até a moral da história. 

Perdi e perdi muito. Peço a Deus que eu nunca perca a minha fé, a força para me reerguer, a coragem de lutar e de recomeçar. Que eu nunca endureça meu coração e perca a minha simplicidade, a minha humildade, a honestidade, a vontade de fazer o bem. A capacidade de amar. 

Agradeço a Deus pelas perdas da vida. Muitas vezes é preciso perder para ganhar, perder para valorizar perder para ir atrás de uma vida nova, de um novo amor, de amigos mais leais e verdadeiros, de um novo trabalho, enfim, de um novo sonho.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ruínas da amizade - Augusto Branco




Quando você encontra alguém especial
 e se apaixona por essa pessoa, 
você começa a construir um relacionamento
 com os cuidados de quem constrói uma maravilha. 

Seus materiais básicos são constituídos 
de muito amor, companheirismo e dedicação. 
Até que um dia algo terrível acontece, 
jogando por terra toda sua construção. 
É desalentador e faz mesmo pensar
que todo seu trabalho fora em vão. 

Mas isso é ledo engano: se construístes tudo realmente
 com beleza e pureza de sentimento, 
restará ainda uma magnífica amizade. 

Assim como as mais majestosas construções da humanidade
 deixaram suntuosas ruínas das quais cuidamos e admiramos, 
a amizade fruto de um amor de verdade,
 deve e merece ser preservada.




sexta-feira, 21 de agosto de 2015

(Per)feito pra mim - Francisca Girlene




Hoje me perguntaram "O que você viu nele?" 
respondi daquela forma clichê, 
Coisa de gente boba, apaixonada: 

Falei da tua pele macia, 
do brilho dos teus olhos, 
do cheiro do teu corpo, 
e da doçura de teus lábios. 

Falei do teu sorriso lindo, 
da ternura do teu rosto, 
da suavidade da tua voz, 
e da beleza dos teus passos. 

Falei de como és inteligente, alegre, 
gentil, amigo, leal, companheiro, 
o melhor namorado, 
e o amante que sonhei. 

Falei ainda de como me envolve em tua vida, 
no teu passado, presente, futuro. 
E antes que os pensamentos me limitassem, 
Versei sobre o amor que sinto  por ti. 



quarta-feira, 15 de julho de 2015

Poema de Quirino






"O homem é um grão na imensidão da Terra
E num erra quem diz que a Terra inteira
É um grão de poeira no Universo
E que meu verso é nada comparado a tais grandeza.

Mas digo com certeza,
Meu verso comparado a vida
Tem alto valor
Pois há de ficar quando minha vida se for.

Então me respondam por favor:
Qual o valor mais alto,
O Universo, a Terra,
A Vida, ou o Verso?

É verdade que o homem
É um grão na imensidão da Terra.
Mas é um grão que guarda em si
A Vida, o Amor e o Verso.

Então se dá o reverso,
O grão de pó ganha grandeza
E nós ganhamos a certeza
Que a poesia indica:
As era do Universo passa...
E o homem que ama fica."

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Revista da Academia Ludovicense de Letras


Estou muito feliz.

Dois artigos do Blog Textos Encantadores foram publicados na Revista Eletrônica da Academia Ludovicense de Letras. Só tenho a agradecer aos meus amigos Edmilson Sanches, Carvalho Junior, Wybson Carvalho e Leopoldo Gil Dulcio Vaz que sempre me incentivaram a escrever e apoiaram o meu trabalho de divulgação da poesia e cultura caxiense.




Link da Revista : http://issuu.com/leovaz/docs/all_em_revista_-_vol._2__no_ad17bb277a03b8



sexta-feira, 12 de junho de 2015

Preciso falar - Por Francisca Girlene




Acho que vou dar voz às coisas que faço por você em silêncio, mas não se assuste, pessoas "normais" fazem essas coisas mesmo sem perceber. 

Eu já abri a sua janela no watsapp tantas vezes que nem cabem nos dedos das mãos. Eu já me sabotei no meio de uma ligação. Eu já escrevi crônica e poemas. Já vi e revi todas as suas fotos do facebook. Sim, já ouvir centenas de vezes aquela música do Chorão. Já ri trocentas vezes das piadas e bobagens que compartilhamos. 

Acho que devo falar de como quero seu bem, de como torço pelas suas vitórias e por sua felicidade. Preciso contar que não sou muito de telefonar. Não sei dizer “Eu Te Amo”, no máximo sinto “Saudades”, “ ou “Eu Te Adoro”, mas quero que saiba que mesmo aqui de longe eu me sinto perto de ti. Que pode ter a mim para contar suas coisas, e mesmo que já tenha contado mil vezes. Eu vou ouvir! 

Acho que no final das contas não tenho nada de incrível para falar, mas penso que vez ou outra, as pessoas precisam saber o quanto nós  gostamos delas.





quarta-feira, 27 de maio de 2015

“Caxias, A Princesa do Sertão Maranhense”




Em 1858,  o bispo de São Luis, Dom Manoel Joaquim Silveira, proferiu na Igreja de São Benedito, o sermão “Caxias, A Princesa do Sertão Maranhense”, que se tornou histórico e deu à cidade o titulo que a destaca como a mais bela entre as cidades do Sertão Maranhense.



terça-feira, 26 de maio de 2015

RIO, 450 ANOS - E O MARANHÃO COM ISSO? (A CIDADE MARAVILHOSA E O ESTADO MARAVILHOSO)



Na página principal de apenas um “site” de notícias no dia 1º de março de 2015, a expressão “Cidade Maravilhosa” aparece pelo menos sete vezes em manchete e títulos de textos (como, por exemplo, no endereço eletrônico http://noticias.uol.com.br/rio-de-janeiro, às 9h12 daquela data). “Cidade Maravilhosa”, como se sabe, é uma figura de linguagem (autores nominam como perífrase, antonomásia, epíteto...) para denominar a cidade Rio de Janeiro, capital do estado brasileiro de mesmo nome.


Essa expressão — “Cidade Maravilhosa” —, de tanto que “pegou”, é nome de música (de 1934, depois considerada hino oficial do município carioca: “Cidade Maravilhosa / cheia de encantos mil...”), nome de programa de rádio, título de livro (tenho um exemplar de obra com esse nome, do começo da década de 1920, de autoria de Olegário Mariano, pernambucano que morava no Rio). Enfim, no Brasil e no mundo, é automático: “Cidade Maravilhosa” é sinônimo de “Rio de Janeiro”. Um septassílabo por um tetrassílabo, sete sílabas por quatro, 17 letras por 12.


Pois bem: com bastante antecedência a grande Imprensa (rádio, jornal, televisão, “sites”), sobretudo a do Sudeste, vinha fazendo e divulgando matérias sobre o Rio de Janeiro e seus 450 anos. Invariavelmente, a expressão “Cidade Maravilhosa” está ali, naquelas matérias. “Cidade Maravilhosa” é a expressão-alma que dá “vida” ao nome-corpo “Rio de Janeiro”. 

O que até agora não vi, não li, não escutei foi a referência, mínima que pudesse ser, a quem é o autor da expressão “Cidade Maravilhosa” como perfeita substituta, dublê de corpo e alma de “Rio de Janeiro”.


Pois o autor do epíteto/perífrase/antonomásia/metonímia foi um maranhense multitalentoso — como o eram os diversos maranhenses, sobretudo escritores, que, individualmente ou com a família, se mudaram para a antiga Capital Federal, o Rio, em especial no século 19.

O autor da expressão “Cidade Maravilhosa” é o maranhense de Caxias Henrique Maximiano Coelho Netto, que surpreendeu e encantou o Brasil com suas dezenas e dezenas de livros e milhares e milhares de textos e foi eleito, em votação popular, o “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”.


O Maranhão de hoje não sabe fazer jus aos maranhenses talentosos de ontem. O Maranhão não se autorreconhece. Não adotou um pingo de sadia ousadia, de criativa audácia, para (im)pôr-se em seu lugar no concerto da Federação. Falando no geral, pergunte-se a um estudante maranhense ou a um outro cidadão a escalação do seu time de futebol (geralmente paulista ou carioca) e ele lhe poderá detalhar até como deram os passos e passes que culminaram no terceiro gol do segundo tempo do primeiro turno do ano de dois mil e lá vai fumaça. Genial. Louvável. É o amor ao futebol.

Agora, pergunte-se que (enorme) diferença fez no Brasil ou no mundo escritores, cientistas, artistas e políticos nascidos em muitos casos nas brenhas da hinterlândia maranhense, muitas das vezes com todas e aparentes pré-condições para darem errado na vida, pela soma de fatores socioeconômicos, educacionais, familiares, territoriais...

Maranhenses que causariam orgulho aparente, explícito, e não apenas latente, potencial, a cidades como Paris, a países como a França... Mas esses nossos irmãos não mereceram até hoje dos setores Público e Privado um conjunto de ações sistêmicas e sistemáticas, orgânicas e organizadas para, até mesmo, (re)validar nossa “fama” de “Atenas Maranhense” e (re)ativar ou inspirar espíritos conterrâneos para os valores e validade da Cultura, da Arte, da Educação, do Conhecimento, da Ciência, da Literatura, da (boa) Política.

Dá vergonha ou, mais ainda, tristeza, saber o tanto de esforço, tempo, talento e outros recursos que homens e mulheres maranhenses despenderam em nome de uma coisa, em defesa de uma causa. Maranhenses que têm recebido muito mais reconhecimento e homenagens em solo não maranhense do que na própria terra que os viu nascer.


No dia dos 450 anos do Rio de Janeiro o Maranhão poderia estar saudando a antiga capital brasileira em peças publicitárias copatrocinadas, em textos assinados, em matérias jornalísticas, onde se destacasse o talento maranhense ou do maranhense Coelho Netto como autor da expressão “Cidade Maravilhosa” e se resgatasse ou se reafirmasse a identidade ou coirmandade maranhense e carioca, a partir mesmo da enxurrada de ações e realizações de foram agentes os muitos e talentosos maranhenses que tiveram o Rio como segunda terra em sua vida.

Poucos estados ombreiam-se com o Maranhão na quantidade e qualidade de seus filhos de destaque. MANOEL ODORICO MENDES, escritor, político, tradutor, é o precursor no Brasil da moderna tradução criativa. Sua tradução das obras de Virgílio e Homero são até hoje objeto de estudos e elogios. A Unicamp (Universidade de Campinas) e seu Instituto de Estudos da Linguagem têm , permanente, o “Projeto Odorico Mendes”. Odorico Mendes é nome de rua no Rio de Janeiro e é bisavô de Maurice Druon, famoso escritor francês, decano da Academia Francesa, falecido em 2009.

TEÓFILO ODORICO DIAS DE MESQUITA, advogado, jornalista, escritor, é patrono da Academia Brasileira de Letras e autor da obra responsável pelo Parnasianismo no Brasil.
JOAQUIM DE SOUSA ANDRADE DE CAUKAZIA PEREIRA, o Sousândrade, escritor vanguardista, formado em Paris, é autor de obra tida como das mais originais e instigantes do Romantismo no Brasil. 

JOÃO MENDES DE ALMEIDA, advogado, jornalista, líder abolicionista, escritor, foi o maranhense redator da Lei do Ventre Livre e é considerado o jornalista mais completo do Brasil de todos os tempos. A Ordem dos Advogados do Brasil paulista lançou sua obra jurídica. João Mendes mereceu busto e praça com seu nome na maior cidade brasileira, São Paulo, além do nome de seu filho, João Mendes de Almeida Júnior, dado ao fórum paulistano... No Maranhão, quem sabe disso?, quem o estuda?, que escola ou rua ou praça recebe seu nome?, que homenagens lhe são creditadas?, que honrarias lhe são, mesmo pós-morte, atribuídas?

ADERSON FERRO, odontólogo, formado em Paris, considerado “Glória da Odontologia Nacional”, autor de obra pioneira nessa Ciência. Quanto ao Maranhão, deixa-nos de boca aberta o desconhecimento e o não esforço para reassumir a maternidade desse ilustre filho, reconhecido e homenageado em outros lugares — mas não aqui.

JOAQUIM GOMES DE SOUSA, o Sousinha, matemático, escritor, tradutor, estudou Matemática e Medicina (em que se doutorou) na Europa. É considerado o primeiro físico e matemático brasileiro e, segundo alguns, o maior matemático do Brasil até hoje. Também surpreendeu a Europa com seus vastos conhecimentos nas ciências dos números e cálculos.

HENRIQUE MAXIMIANO COELHO NETTO, eleito “Príncipe dos Prosadores Brasileiros”, entre tanta coisa que legou ao Brasil, estão curiosidades como os títulos “Cidade Maravilhosa” para o Rio e “Cidade Verde” para Teresina, além de, desportista e capoeirista que era, ter sido o responsável pela elevação da capoeira no Brasil e pela criação da palavra “torcida” com o sentido de grupo de adeptos de um time de futebol. Seu filho João, apelidado “Preguinho”, foi o autor do primeiro gol da Seleção Brasileira de futebol em Copa do Mundo.

MARIA FIRMINA DOS REIS é considerada a primeira romancista brasileira. Seu primo, FRANCISCO SOTERO DOS REIS, é autor de monumental obra de estudos filológicos (Língua Portuguesa).

ANTÔNIO GONÇALVES DIAS é introdutor do Indianismo na Literatura brasileira, autor de decantados livros e dos mais declamados e citados versos da Poesia brasileira: “Minha terra tem palmeiras / Onde canta o sabiá / ...”. Quem canta o Hino Nacional Brasileiro também canta Gonçalves Dias e o Maranhão, pois a mais importante composição musical do país tem versos desse maranhense de Caxias.

RAIMUNDO DA MOTA DE AZEVEDO CORREIA, magistrado, professor, diplomata, escritor, membro fundador da Academia Brasileira de Letras, é autor maranhense citado e recitado pela beleza de seus versos e importância dentro do Parnasianismo e Simbolismo brasileiros.

CELSO TERTULIANO DA CUNHA MAGALHÃES é o maranhense pioneiro do estudo do folclore no Brasil, responsável pelo lançamento das bases metodológicas do folclorismo nacional. Embora voltado mais para a poesia popular, seu trabalho se estendeu também pelo teatro, a poesia, a ficção e a crítica.

HUMBERTO DE CAMPOS VERAS, escritor, jornalista, político, da Academia Brasileira de Letras, é autor de volumosa obra, conhecida e reconhecida por muito tempo.

CATULO DA PAIXÃO CEARENSE (seu pai era do Ceará; sua mãe, maranhense) é o poeta e músico autor do que é considerado o “hino nacional sertanejo”, a poesia e música “Luar do Sertão” (quem não lembra de “Não há, ó gente, ó não, / luar como este do sertão (...)”, música gravada por, entre outros, Luiz Gonzaga, Vicente Celestino e Maria Bethânia. Trata-se da primeira música sertaneja gravada no Brasil — e o que o Maranhão faz com esta informação, nestes tempos de proliferação da música dita “sertaneja”? Além disso, Catulo, que foi relojoeiro no Rio e parceiro de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, é considerado o responsável pela reabilitação do violão nos salões da alta sociedade carioca e pela reforma da “modinha”, uma espécie de canção espirituosa ou amorosa.
E os talentosos irmãos Azevedo?

ALUÍSIO TANCREDO BELO GONÇALVES DE AZEVEDO, escritor, diplomata, jornalista, caricaturista, desenhista e pintor, que lançou no Brasil o Naturalismo, com seu romance “O Mulato”, de 1881.

ARTUR NABANTINO GONÇALVES DE AZEVEDO, mais velho que Aluísio, dramaturgo, poeta, contista, crítico, jornalista brasileiro, é no Brasil o principal autor do gênero teatral chamado “teatro de revista”, que traz números musicais com sensualidade e comédias com críticas políticas e sociais. Foi o maranhense Artur Azevedo o responsável pela criação da lei que obrigava a construção do Teatro Municipal do Rio de Janeiro — inaugurado, aliás, com uma peça do igualmente maranhense Coelho Netto. Ambos os irmãos moraram no Rio e foram sócios fundadores da Academia Brasileira de Letras.

ADELINO FONTOURA CHAVES, jornalista, ator e poeta, maranhense que é o patrono da cadeira número 1 da Academia Brasileira de Letras. Sua obra precisa ser divulgada, conhecida...

ODYLO COSTA FILHO, jornalista, escritor, membro da Academia Brasileira de Letras, chefiou redações de publicações importantes no Rio de Janeiro e São Paulo, sendo responsável pela renovação do jornalismo brasileiro a partir da modernização do “Jornal do Brasil”, hoje extinto. Poucos sabem que Odylo foi primeiro diretor da revista de reportagens “Realidade”, da Editora Abril, empresa da qual também foi membro do Conselho Editorial.

CELSO ANTÔNIO SILVEIRA DE MENEZES, pintor, escritor e professor brasileiro, considerado um dos maiores escultores do modernismo brasileiro. Amigo de Di Cavalcanti, Cândido Portinari, mereceu os melhores reconhecimentos de Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e, entre outros, Otto Lara Resende, que escreveu um manifesto onde escreve, textualmente: “(...) considero um absurdo que até hoje, no final de 1989, um artista do valor e da importância de Celso Antônio não tenha tido ainda o reconhecimento que merece”. E o Maranhão, que faz, que diz?

SINVAL ODORICO DE MOURA, magistrado e político, um raro caso de alguém que foi governante de quatro estados no Brasil.

RAIMUNDO TEIXEIRA MENDES, cuja luta em prol das causas sociais, a partir do Rio de Janeiro, inundou o país de benefícios, como direitos da mulher, do jovem trabalhador, a hoje Funai (Fundação nacional do Índio), a separação Igreja—Estado... Entre tantas “coisas” que fez e foi, é um dos principais nomes do Positivismo (aqui e no mundo) e é autor da Bandeira Brasileira. Não fosse Teixeira Mendes e correríamos o risco de ter, como nossa, a bandeira dos Estados Unidos... pintada de verde e amarelo.

CÉSAR AUGUSTO MARQUES, múltiplo talento de médico atuante, pesquisador incansável, escritor e historiador, autor de obras inaugurais da historiografia maranhense e brasileira.

ANDRESA MARIA DE SOUSA RAMOS, estudada por escritores, sociólogos e antropólogos brasileiros e estrangeiros, é a Mãe Andresa, sacerdotisa de culto afro-brasileiro de renome internacional, última princesa da linhagem direta fon, que comandou durante 40 anos a Casa de Mina em São Luís, até morrer em 1954, aos cem anos de idade. 

O grande UBIRAJARA FIDALGO DA SILVA, o primeiro dramaturgo negro brasileiro, ator, diretor, produtor, bailarino, apresentador de TV e criador do Teatro Profissional do Negro, reconhecido e homenageado nos grandes centros brasileiros como Rio de Janeiro e São Paulo. Enquanto isso, no Maranhão, quem sabe da existência de tamanho talento, falecido em 1986, no Rio de Janeiro? Quem do Maranhão já patrocinou montagem de suas peças, a edição de seus textos, encenados e inéditos? Qual autoridade bancou uma exposição sobre seus trabalhos, a exibição de documentários sobre Ubirajara Fidalgo, desconhecido em vida pelos caxienses e não reconhecido após a morte, e cuja filha, a cineasta Sabrina Fidalgo, luta pela preservação e divulgação da obra de seu pai e nosso conterrâneo?
No Maranhão nasceram

CÉSAR FERREIRA OLIVEIRA, “revolucionário constitucionalista” em São Paulo e “Herói da Guerra de Canudos”, e JOÃO CHRISTINO CRUZ, criador do Ministério da Agricultura, agrônomo que fez estudos em outros países e é o presidente de honra da Sociedade Nacional de Agricultura.

ANTÔNIO CARLOS DOS REIS RAYOL, compositor, tenor, violinista e regente brasileiro, que já aos 13 anos ensinava música, tirou primeiros lugares, foi para a Itália e tem obra ainda a ser, digamos, “popularizada”. Assim também ELPÍDIO PEREIRA, maestro e músico de renome internacional, autor do hino de sua cidade natal, Caxias, estudou e apresentou-se na França e em diversos estados brasileiros. A obra elpidiana é publicada em livro por outros estados. No Maranhão, musicalmente, ninguém (se) toca.

JOÃO LOPES DE CARVALHO, pintor e desenhista, que estudou sua arte em Portugal, onde, por seu grande talento, já aos 16 anos, em 1862, foi elogiado por muitos jornais de Lisboa. Sua arte era de tal qualidade que um de seus quadros ele recusou-se a vender, para doar para o Imperador patrono das Artes.

JOAQUIM ANTÔNIO CRUZ foi médico, militar e político e participou da demarcação de fronteira do Brasil com a Argentina e votou pela lei que terminou por abolir os castigos corporais nas Forças Armadas.

JOSÉ ARMANDO DE ALMEIDA MARANHÃO, teatrólogo, escultor, caricaturista, considerado “A Pedra Angular do Teatro Paranaense”. Estudou na Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Portugal, Espanha, Suíça, Bélgica e Holanda e teve aulas com nomes notáveis do Cinema e das Artes Cênicas, como Luchino Visconti, Federico Fellini, Roberto Rosselini, Michelangelo Antonionni, Lawrence Olivier, entre outros.

Até onde iríamos nesse desfile de grandes nomes maranhenses que em geral nós maranhenses deles pouco sabemos, ou não sabemos? A quantidade de nomes é tal que dobraríamos as esquinas da paciência e testaríamos o limite de páginas de papel e espaços digitais.

Ainda assim, ao que parece, maior que o rol de nomes, maior que esse escondido e escuro “hall” da fama, parece ser a desvontade, o desamor, o “nem te ligo” a que o Maranhão submete esses e outros maranhenses. Há, sim, plenas condições (potenciais e a serem construídas) para se reavivar a estrela do Maranhão na constelação de grandes, ilustres, úteis, talentosos nomes que fizeram positiva diferença para este país e lhe ajudou a construir ou fixar a identidade, a brasilidade, a maranhensidade. Nestes 450 anos do Rio de Janeiro, podemos dizer que o Rio é brasileiro, mas a Cidade Maravilhosa... é maranhense.

Essa coleção de nomes forma um patrimônio simbólico, um potencial da Economia Criativa, um capital intelectual fantástico que não pode ser deixado assim, no desperdício, na não recorrência, no esquecimento. Programas, projetos, ações factíveis podem ser desenvolvidos, adotados, para estar permanentemente presentes nas escolas e universidades públicas e, quiçá, particulares do Estado; podem, com o devido “estímulo”, ser pautas permanentes da Imprensa maranhense, brasileira e, até, internacional; podem ser temas de concursos, objeto de estudos, de pesquisas, de obras de estudiosos, pesquisadores, autores, alunos, professores...

Enfim, podem saudavelmente ocupar a mente de maranhenses e brasileiros, levando multidões a ampliarem ainda mais o salubre e incontido orgulho de ser maranhense e brasileiro.

(Este réquiem é lançado para pessoas que, como Moisés, saibam falar do que outros não falam, saibam enxergar onde outros não enxergam, saibam fazer onde tantos esqueceram...).

EDMILSON SANCHES
edmilsonsanches@uol.com.br